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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Humberto Lippo assume cargo em Secretaria Nacional de promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Canoense atuava no Comitê de Acessibilidade da Ulbra e como secretário do Ipesa.

Adriana Agüero/ Da Redação


Canoas - O novo secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência é de Canoas. O coordenador do Comitê de Acessibilidade da Ulbra e secretário do Instituto de Pesquisa e Acessibilidade (Ipesa), Humberto Lippo, faz parte da equipe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) da ministra Maria do Rosário desde a última quinta-feira. O sociólogo agrega a experiência de ter sido presidente da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para PPDs e PPAHs no Estado (Faders), de 1999 a 2002 e de 2003 a 2004. Segundo Lippo, existem 25 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, física ou mental. Desses, a grande maioria é pobre, com baixa instrução e expectativa de vida. ‘‘Nenhum país se manterá com esse contingente de segregados sociais,’’ observa. O novo secretário explica que, embora a acessibilidade tenha evoluído, ainda está presente apenas nos grandes centros urbanos. ‘‘Precisamos expandí-la para o interior do país, no meio rural’’, propõe.

Atribuições da unidade

Entre outras funções, a secretaria deverá articular-se com os diferentes ministérios para o desenvolvimento de projetos de acessibilidade inerentes às suas áreas de atuação. Lippo lembra que o acesso às políticas públicas é outro grande desafio. Mesmo em Brasília e debruçado sobre a problemática em nível nacional, Lippo prevê parcerias entre a Prefeitura para fazer assessoramento, subsídio de projetos, entre outros. ‘‘Por conhecer bem a realidade canoense, estaremos abertos a colaborar com as demandas do município,’’ assegura o secretário.

Difícil inserção no mercado

Além disso, os deficientes esbarram na difícil inserção no mercado de trabalho, provocados pela baixa formação da mão-de-obra. Diante de tantos desafios e possibilidades de atuação, o caminho mais simples, segundo Lippo, é fazer cumprir a lei. ‘‘Temos uma das legislações mais avançadas da América Latina nesta área. Basta cobrar de quem deve fiscalizar,’’ ressalta.

Parceria com a Ulbra

Lippo recebeu os cumprimentos do reitor da Ulbra, Marcos Fernando Ziemer, e não descartou a parceria com os profissionais do Ipesa, que colocou a universidade na vanguarda das instituições que atuam na área. ‘‘Estamos trabalhando na sensibilização e na apresentação de um modelo eficaz de acessibilidade,’’ comenta o diretor do Ipesa, Ottmar Teske. Ele lembra que são necessárias políticas públicas educacionais para sanar o problema desde a base e planejamento.             fonte: http://www.diariodecanoas.com.br/site/noticias/cidadesregiao,canal-8,ed-240,ct-538,cd-300931.htm
 

Inclusão Social: Cinco portadores da Sindrome de Down irão trabalhar na sede do Ministério Público da PB

A partir de janeiro deste ano o Ministério Público do Estado da Paraíba pretende inovar, aplicando a meta que tem como alvo a inclusão social dentro das dependências da instituição. É que o procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, vai firmar convênios com a Fundação Centro Integrado de Apoio ao Deficiente (Funad) e com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), cujo objetivo é trazer aos prédios do MPPB pessoas portadoras de necessidades especiais.
Segundo informou Oswaldo Filho, cinco pessoas portadoras de necessidades especiais (a mídia ainda não aprendeu: SÃO PESSOAS COM DEFICIÊNCIA- afirma o DEFNET) serão selecionadas para atuarem dentro da instituição ministerial. “Nós iremos selecionar cerca de cinco pessoas com deficiência, principalmente na questão da Síndrome de Down, que são pessoas que têm um carisma, uma alegria, uma coisa contagiante no desenvolver de suas vidas. Elas possuem uma sensibilidade enorme para a música, para as artes, para o trabalhos e vamos resgatar cinco pessoas num movimento de inclusão e de cidadania para que elas possam estar aqui, dentro do Ministério Pùblico. Serão cinco pessoas que irão nos lembrar que a inclusão é muito importante”, ressaltou o PGJ.
A assessoria do procurador-geral de Justiça, recebeu orientação no sentido de confeccionar os documentos para que os convênios possam ser firmados já em janeiro de 2011. As cinco pessoas que serão selecionadas, segundo informações do PGJ, irão trabalhar em alguns setores do MPPB, como a recepção, o ambiente de protocolo, o setor de Recursos Humanos, alguma diretoria, Corregedoria e na Secretaria-Geral. “Que elas possam desenvolver trabalhos simples, de encaminhamento, em que teremos ao lado pessoas que a gente sempre procura proteger como missão constitucional do Ministério Público”,enfatizou o procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro Filho

 http://www.clickpb.com.br/artigo.php?id=20110104023448&cat=paraiba&keys=inclusao-social-cinco-portadores-sindrome-down-irao-trabalhar-sede-mppb



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA - Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da SDH/PR, divulga carta aos Comitês de transição dos Governos Estaduais.

03/DEZ/2010

Em comemoração ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência - 03 de dezembro –, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, realizou o 3º Encontro dos Órgãos Gestores Estaduais da Política de Inclusão das Pessoas com Deficiência, em Brasília nos dias 1º e 2 de dezembro de 2010.
A celebração desse dia, enseja a oportunidade de promover atividades com o objetivo de alcançar o pleno exercício dos Direitos Humanos e a participação na sociedade das pessoas com deficiência, conforme estabelecido no Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência. Este ano, a Organização das Nações Unidas – ONU, escolheu como tema “Mantendo a Promessa: Incluindo a Deficiência nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio até 2015 e adiante”.
O Brasil, em 9 de julho de 2008, ao ratificar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU e seu Protocolo Facultativo, com equivalência de emenda constitucional , assumiu, no item 5 do artigo 4º - que trata das Obrigações Gerais – que essas obrigações se aplicam, sem limitação ou exceção, a todas as unidades constitutivas do País.
Também no item 1 do artigo 33, o Brasil se obrigou a que tanto a União, como os entes federados, designassem um ou mais pontos focais  no âmbito do Governo para assuntos relacionados com a implementação da Convenção e dessem a devida consideração ao estabelecimento ou designação de um mecanismo de coordenação no âmbito do Governo, a fim de facilitar ações correlatas nos diferentes setores e níveis.
O Decreto 7.256/10 que regulamenta a Lei 11.958/09, criou a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência que é o órgão da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República responsável pela articulação e coordenação das políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência.
Dentre suas atribuições, salienta-se a implementação e o cumprimento da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ficando mantidas as competências anteriormente existentes. A Secretaria Nacional assumiu, ainda, a responsabilidade de: estimular que todas as políticas públicas e os programas contemplem a promoção, a proteção e a defesa dos direitos da pessoa com deficiência; desenvolver articulações com instituições governamentais, não-governamentais e com as associações representativas de pessoas com deficiência, visando à implementação da política de promoção e defesa dos direitos da pessoa com deficiência; acompanhar e orientar a execução dos planos, programas e projetos da Política Nacional para Inclusão da Pessoa com Deficiência; apoiar e estimular a formação, atuação e articulação da rede de Conselhos de Direitos das Pessoas com Deficiência.
O Decreto 6.215/07 instituiu a Agenda Social “Compromisso pela Inclusão das Pessoas com Deficiência”, com vistas à implementação de ações de inclusão destas pessoas e conta com a adesão de 24 Estados. Cada um dos Estados tem a responsabilidade de acelerar as metas de inclusão mediante prioridade nas medidas e ações articuladas de saúde, educação inclusiva de qualidade, inserção no mercado de trabalho, habitação acessível, mobilidade urbana e transportes acessíveis e campanhas de sensibilização da sociedade.
Nesta primeira mudança dos Governos Estaduais desde a ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, é de fundamental importância que os 24,5 milhões de cidadãos brasileiros com deficiência tenham os seus direitos garantidos, a começar pela criação e fortalecimento de órgãos gestores estaduais.
Aos órgãos gestores estaduais compete a coordenação e articulação das ações para a efetiva execução da Política de Inclusão da Pessoa com Deficiência, com dotação orçamentária própria, vinculados à área de Direitos Humanos, ou ao Gabinete do(a) Governador(a), com capacidade de promover os direitos desse segmento, de forma transversal, dentro das políticas setoriais, bem como coordenar a Agenda Social, acompanhar e monitorar os seus resultados.
A atuação dos órgãos gestores estaduais em rede e em conjunto com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência é imprescindível para assegurar e promover o pleno exercício dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais, por todas as pessoas com deficiência, sem qualquer tipo de discriminação por causa de sua deficiência.
Brasília, 3 de dezembro de 2010.
Izabel Loureiro Maior
Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência /SDH-PR


http://www.direitoshumanos.gov.br/2010/12/03-dez-2010-dia-internacional-da-pessoa-com-deficiencia-secretaria-nacional-de-promocao-dos-direitos-da-pessoa-com-deficiencia-da-secretaria-de-direitos-humanos-da-presidencia-da-republica-divulga-carta-aos-comites-de-transicao-dos-governos-estaduai

Brasil e Portugal buscam cooperação na área de reabilitação da Pessoa com Deficiência

02/DEZ/2010


A diretora do Departamento de Cooperação Internacional, Maria do Carmo Rebouças, e o assesor para assuntos internacionais da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Fernando Antônio Medeiros de Campos Ribeiro, ambos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), participam da 1ª reunião técnica bilateral sobre cooperação bilateral Brasil-Portugal, na cidade de Lisboa, em Portugal, nos dias 2 e 3 de dezembro. O encontro será com o Instituto Nacional para a Reabilitação.
Na reunião serão discutidas formas de colaboração recíproca a partir da  identificação de experiências nacionais e boas práticas nos dois países. A partir desta identificação serão encaminhados acordos de cooperação técnica na área da Pessoa com Deficiência. A delegação brasileira atende a convite do governo português.
O encontro é resultado de diálogo  iniciadas em Nova York (EUA) e em Assunção (Paraguai), durante a realização da 3ª Conferência das Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e da 10ª Conferência da Rede Ibero-americana Intergovernamental de Cooperação Técnica – Riicotec, respectivamente.
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa -  Na pauta de trabalho na capital portuguesa será realizado encontro dos representantes da SDH com o secretariado da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), liderado pelo seu secretário-executivo, Domingos Simões Pereira. Segundo a diretora da SDH Maria do Carmo Rebouças, o objetivo “é promover a política de promoção e direitos da pessoa com deficiência no âmbito da comunidade por meio da cooperação técnica”.
A CPLP é o foro multilateral privilegiado para o aprofundamento da amizade mútua e da cooperação entre os seus membros. Criada em dezessete de julho de 1996 tem personalidade jurídica e é dotada de autonomia financeira.
A Organização tem como objetivos gerais a concertação político-diplomática entre seus estados membros, nomeadamente para o reforço da sua presença no cenário internacional; a cooperação em todos os domínios, inclusive os da educação, saúde, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, administração pública, comunicações, justiça, segurança pública, cultura, desporto e comunicação social e a materialização de projetos de promoção e difusão da língua portuguesa.
Reunião Técnica sobre Cooperação Bilateral Brasil-Portugal
Data: 2 e 3 de dezembro de 2010
Horário: 10h
Local: Sede do Instituto Nacional de Reabilitação, I.P, avenida Conde de Valbom, 63, Lisboa, Portugal

http://www.direitoshumanos.gov.br/2010/12/02-dez-2010-brasil-e-portugal-estudam-cooperacao-na-area-de-reabilitacao-da-pessoa-com-deficiencia

Inclusão social da pessoa com deficiência auditiva é tema de encontro na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, nesta 5ª feira (2) ,em Brasília.

02/DEZ/2010

A diretora de Políticas Temáticas de Resende da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Ana Paula Crosara, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) participa, nesta 5ª feira (2), às 9h30, da reunião do Grupo de Trabalho Inclusão de Pessoas com Deficiência da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, em Brasília (DF).
O objetivo é debater o Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) que  assegura a inclusão social da pessoa com deficiência auditiva e possibilita o acesso ao lazer, à cultura, à informação e à comunicação. O termo busca garantir a acessibilidade das pessoas com deficiência auditiva ao conteúdo dos filmes nacionais, por meio de legenda obrigatória.
O documento deverá ser  firmado entre a SDH com a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo, o Ministério da Cultura (Minc), a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e a Petrobras sobre a inclusão de legenda em língua portuguesa em filmes nacionais para pessoas com deficiência auditiva.
1ª Reunião do Grupo de Trabalho Inclusão de Pessoa com Deficiência
Data: 2 de dezembro de 2010
Horário: 9h30
Local: Setor de Autarquias Federal Sul, Quadra 4, Conjunto C, Bloco B, Salas 303 e 304, Brasília (DF)

http://www.direitoshumanos.gov.br/2010/12/02-dez-2010-inclusao-social-da-pessoa-com-deficiencia-auditiva-e-tema-de-encontro-na-procuradoria-federal-dos-direitos-do-cidadao-nesta-5a-feira-2-em-brasilia

CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA é tema de palestra do ministro Vannuchi nesta 5ª feira (2), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

1º/DEZ/2010

O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), profere nesta quinta-feira (2),às 18 horas, a palestra “Cidadania e Acessibilidade para Todos”, em celebração ao 3 de Dezembro - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. O evento, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC,  acontece no Centro de Formação Celso Daniel (ao lado da sede do Sindicato), em São Bernardo do Campo (SP).
Vannuchi falará sobre a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados pelo Brasil na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em março de 2007. O documentou ganhou status de Emenda Constitucional ao ser aprovada pelo Congresso por meio de decretos dos poderes Legislativo e Executivo. Hoje, a Convenção, juntamente com leis específicas, dão suporte à Política Nacional para a  Inclusão da Pessoa com Deficiência, coordenada pela SDH/PR. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de15% da população brasileira – 24,5 milhões de pessoas – apresentam algum tipo de deficiência.
“Com a Convenção da ONU, se não houver acessibilidade significa que há discriminação, condenável do ponto de vista moral e ético e punível na forma da Lei”, afirma Vannuchi. Segundo ele, cada Estado Parte se obriga a promover a inclusão em bases iguais com as demais pessoas, bem como dar acesso a todas as oportunidades existentes para a população em geral.
“O ministro Vannuchi e o governo Lula foram muito importantes para que o movimento das pessoas com deficiência conseguisse a ratificação dessa Convenção da ONU”, afirmou o metalúrgico do ABC Flavio Henrique, coordenador do Coletivo de Trabalhadores com Deficiência da Central Única dos Trabalhadores (CUT Nacional).
Além do ministro Vannuchi, também participarão do evento o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, o deputado federal Vicentinho (PT-SP) e representantes de entidades que lutam pelos direitos de pessoas com deficiência. “As pessoas com deficiência não devem ser tratadas como vítimas ou com piedade, mas como cidadãos com algum tipo de limitação que têm direitos iguais a de qualquer outro”, afirma Sérgio Nobre.
Debate Cidadania e Acessibilidade para Todos
Data: 2 de dezembro de 2010 (quinta-feira)
Horário: 18 horas
Local: Centro de Formação Celso Daniel, rua João Lotto, s/n ,Centro de São Bernardo (SP), ao lado da Sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC


http://www.direitoshumanos.gov.br/2010/12/1o-dez-2010-convencao-sobre-os-direitos-das-pessoas-com-deficiencia-e-tema-de-palestra-do-ministro-vannuchi-nesta-5a-feira-2-em-sao-bernado-do-campo-sp

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Política e acessibilidade


Estadão


26/11/2010
Como são os prédios do poder político em cada estado e suas necessidades de adaptação
da Redação
Depois da polêmica acerca da falta de acessibilidade no Palácio do Planalto, onde foram eleitos três parlamentares cadeirantes, existe uma necessidade de inclusão e adaptação de espaços que se faz presente em cada estado individualmente.
Minas        
Uma rampa na entrada do Palácio Inconfidência, construída em 1989, deu início às adaptações na Assembleia. Em 2005, a rampa foi substituída por uma plataforma vertical. Há três anos os banheiros de uso público foram adaptados para cadeirantes e as galerias do plenário ganharam espaços para cadeiras de rodas. Um projeto em tramitação prevê a instalação de sinalização tátil, sonora e visual para possibilitar a acessibilidade aos deficientes visuais e auditivos. No Executivo, há rampas externas e elevadores para cadeirantes. Banheiros, garagens e ônibus também foram adaptados.
Paraíba
Mesmo sem ter parlamentares cadeirantes no Estado, a Assembleia possui quatro rampas. Duas delas foram construídas em 1999 e as outras, em 2007. Os acessos são usados pelo ex-governador Ronaldo Cunha Lima, que usa cadeira de rodas e frequenta a Assembleia Legislativa em ocasiões especiais. O Palácio da Redenção, sede do governo estadual, e a Granja Santana, residência oficial do governador, não possuem rampas de acesso para cadeirantes.
Bahia
Entre os deputados do Estado também não há cadeirantes, mas as construções que abrigam as sedes de governos e da Assembleia contam com instalações preparadas para receber portadores de deficiências. Os prédios têm rampas, elevadores e portas com tamanhos suficientes para a passagem de cadeiras de rodas. A maioria das construções recebeu banheiros adaptados e o acesso ao púlpito na Assembleia é facilitado.
Rio Grande do Sul
As sedes dos poderes Executivo e Legislativo gaúcho estão aptas a receber cadeirantes. Elevadores e rampas de acesso permitem que qualquer cadeira de rodas circule por toda extensão do Palácio Piratini e da Assembleia Legislativa.
Amazonas
Na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara Municipal de Manaus há acesso para cadeirantes por meio de rampas aos plenários e galerias. Ambos os prédios têm rampas nos corredores, elevadores e banheiros adaptados. No plenário da Câmara há um elevador para cadeira de rodas até a Mesa Diretora.
Paraná
Com inauguração previsto para dezembro, o Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, terá acesso para cadeirantes por meio de elevador a partir do saguão. Na Assembleia, não há fácil acesso à tribuna.

http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=30628

Lei do Livro


Jornal O Girassol


25/11/2010
Deficientes visuais cobram regulamentação
da Redação
"Não estamos pedindo que as editora distribuam gratuitamente livros para os portadores de deficiência visual, apenas queremos que elas disponibilizem para a venda essas publicações no formato braille e digital, que são adequados para nós". O desabafo foi feito pela bibliotecária do núcleo de educação especial da Universidade Estadual da Paraíba, Ana Lúcia Leite, ao cobrar a regulamentação da Lei do Livro, durante em entrevista no estande do Senado no 1º Salão Internacional do Livro da Paraíba.


Sancionada em 2003, a Lei 10.753 institui a Política Nacional do Livro, assegurando ao cidadão, em seu capítulo I, o "pleno exercício do direito de acesso e uso do livro". Já no parágrafo único do artigo 2º, a lei fornece uma relação de itens que são considerados livros. Entre eles estão "os livros em meio digital, magnético e ótico para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual" e os livros impressos no sistema braille.


Ana Lúcia explicou que, apesar da lei, as editoras não cumprem a determinação de oferecer os livros no formato apropriado para os cegos sob a alegação de que poderiam estar infringindo algum direito autoral. Por isso ela ressaltou a necessidade de essa legislação ser regulamentada o mais rapidamente possível. O bibliotecário e documentalista do setor braille da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Josenildo Costa, apoiou a reivindicação. Ele também pediu aos senadores a aprovação de uma legislação que isente de impostos e crie subsídios para a aquisição de equipamentos que minimizem as desvantagens dos portadores de deficiência.


"Existem vários equipamentos que servem como importantes ferramentas de trabalho para os cegos, mas eles custam muito caro. Essa seria uma ajuda bastante significativa que o Senado estaria oferecendo aos portadores de deficiência visual. Em Portugal o governo fornece muitos desses produtos sem cobrar nada. No Brasil infelizmente ainda não há uma política pública nesse sentido", lamentou Josenildo Costa.


Tanto Ana Lúcia quanto Josenildo são portadores de deficiência visual. Eles receberam, em nome de suas instituições, as publicações em braille do Senado. Além da Universidade Estadual da Paraíba e da Universidade Federal da Paraíba, também foram contempladas com as doações o Instituto dos Cegos de Campina Grande, a Associação Paraibana de Cegos e a Escola Municipal Carlos Neves da Franca.


Representando a Escola Carlos Neves da Franca, a professora portadora de deficiência visual, Denise Karina Lopes Bezerra, explicou que está trabalhando no desenvolvimento de um projeto de educação inclusiva na área de deficiência visual. Os livros doados pelo Senado foram "Lei de Falências", "Lei Antidrogas", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação", "Legislação Desportiva", "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa", "O Velho Senado" (Machado de Assis), "Um passeio de Bonde" (Artur Azevedo) e "Eu Senadoro um Passeio" (Ziraldo).

http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=30612

Senso de convivência


Diário do Nordeste


23/11/2010
Editorial do Diário do Nordeste discute a falta de acessibilidade em locais públicos
da Redação
Constata-se, no cotidiano da maioria da população, a falta de preparo existente, no sentido de se relacionar com detentores de algum tipo de deficiência física, quer seja ela motora, visual e auditiva, quer seja, mental ou múltipla. Além da falta de informações ou, algumas vezes, por uma explícita má vontade a respeito da necessária e adequada atenção para com os portadores de necessidades especiais, são igualmente chocantes as irregularidades e empecilhos à locomoção que aparecem em locais públicos e privados de Fortaleza, desde praças, ruas, avenidas, parques, prédios de repartições e veículos de transporte coletivo até hotéis, restaurantes, bancos, teatros, cinemas e polos de lazer.


Com frequência, podem ser encontrados banheiros públicos sem adaptações nas medidas certas e nem barras de apoio; inexistência de rampas; mesas de restaurantes sem altura suficiente para o encaixe de cadeiras especiais; prateleiras de supermercados inacessíveis, até mesmo para o alcance dos sacos plásticos de embalagem; botões de elevadores e maçanetas de portas com localização bastante elevada. A família que possui em casa um membro com necessidades especiais sabe o quanto ele sofre com essas coisas. Alvos de constantes reclamações são os pisos das calçadas de Fortaleza, a maioria deles em situação deplorável, com uma incômoda sucessão de imensos buracos, pedras soltas e mudanças bruscas de nível. Garantir o acesso aos especiais, nas mais diversas circunstâncias, não constitui, entretanto, o único problema. Bastante incompreensíveis e injustificáveis são também os descuidos e desatenções proporcionados no trato corriqueiro, até mesmo por prestadores de serviços, como se os portadores de necessidades, entre os quais se incluem os idosos, representassem um estorvo ao funcionamento normal das coisas. Tal omissão está presente em todas as classes sociais, inclusive naquelas em que se espera existir um nível mais aprimorado de educação e senso de convivência.


É certo, porém, que os mais prejudicados no cômputo geral são os pertencentes às classes menos favorecidas economicamente, obrigados a usar transportes coletivos, os quais, além de não oferecerem as necessárias condições de acesso, parecem ter quase como norma não atenderem aos sinais de parada formulados por passageiros que apresentam sinais evidentes de carências físicas ou idade avançada.


Sob outro aspecto, psicólogos alertam que os portadores de necessidades especiais não gostam de ser tratados com uma espécie de piedade mal disfarçada. Essa atitude pode afetar seu grau de estima pessoal ou enfatizar-lhes uma condição excludente nos trâmites normais da convivência social. Desaconselha-se, por exemplo, falar aos gritos com um portador de deficiência auditiva, empurrar uma cadeira de rodas como se seu ocupante fosse um objeto inerte, ou inquirir levianamente sobre as causas de uma deficiência.


O fundamental, em qualquer circunstância, é a adequada aplicação prática de elementares princípios de solidariedade humana, tanto advindos de particulares quanto por parte de responsáveis pelo poder público, aos quais também são imprescindíveis maciças doses de sensibilidade e compreensão para com o próximo.

http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=30594

Mulheres... A embalagem pode ser diferente, mas a essência é sempre a mesma


Rede Saci
23/11/2010
Crônica de Adriana Lage sobre a essência feminina e sua relação com mulheres com deficiência
Adriana Lage
Ontem à noite, ao ler uma revista voltada para o público feminino, fui tomada pela seguinte dúvida: como ficamos, nós, mulheres com deficiência perante a ditadura da beleza? Adoro ler essas revistas que falam sobre comportamento, cosméticos, roupas, corpo perfeito, auto ajuda, etc. Mas sempre sinto falta de matérias com foco também em mulheres com alguma deficiência.





Há uns anos atrás, me lembro de ter lido uma matéria muito bacana, na Revista Cláudia, sobre a Mara Gabrilli. A partir dessa matéria, resolvi dar uma ‘sacudida’ no visual: adotei vestidos, decotes, sapatos de salto, cores e muito brilho... percebi que, assim como a Mara, era possível ser uma mulher bela e desejada mesmo andando sobre rodas. A cadeira de rodas não elimina nossa feminilidade nem a sensualidade. Ao ler a matéria, que falava sobre vários aspectos da sua vida, fiquei mais fã da Mara. Ela é uma das poucas cadeirantes que vejo ilustrando revistas. Inclusive, foi uma das poucas tetraplégicas a posar nua. Ao folhear uma revista, encontramos modelos de todas as raças e tipos de beleza. Aquelas que fogem, de alguma forma, do padrão, aparecem pouco. Quase não vemos cadeirantes, gordinhas, amputadas, idosas, anãs, downs...





Minha irmã morreu de rir com a minha indignação ao ler a revista. À medida que as folhas iam passando, sempre ficava a pergunta: E eu? Onde fico nessa história?? A primeira matéria, falava sobre um corpo perfeito e ensinava uma série de exercícios para se ter um corpo escultural até o verão. Olhei os exercícios e não encontrei um que pudesse ser feito por uma cadeirante tetraplégica... Sempre fui invocada com minha ‘barriguinha’. Já pedi às fisioterapeutas e a 2 personais para me ajudarem a eliminar a indesejada barriguinha. Todos riram e me disseram que não tem jeito. Só lipoaspiração mesmo!! É natural cadeirantes exibirem uma ligeira barriguinha por causa da postura. Minha nutricionista também não me disse que eu queria algo impossível. Mas, mesmo assim, introduziu sementes oleaginosas na minha alimentação. Segundo ela, a ingestão diária de uma castanha do Pará e uma porção de nozes, ajuda a queimar a gordura abdominal. Se realmente funciona, eu não sei. Mas o efeito psicológico é maravilhoso!





Outra matéria sugeria fazer amor em locais inusitados (jardim, montanha, praia, piscina) para despertar ainda mais nossas emoções e hormônios, deixando nosso parceiro louco. Sem brincadeira, em todos os locais sugeridos, as posições indicadas exigiam um certo malabarismo por parte da mulher. Ou seja, tetraplégica, teria que inventar formas alternativas. Se bem que na água, tudo fica mais fácil... Uma das características que mais admiro no ser humano é a sua incrível capacidade de adaptação. Não só no sexo, mas em todos os setores da vida, podemos sempre descobrir ou reinventar formas de se fazer determinada coisa. Com um pouquinho de criatividade e boa vontade, o impossível vira mesmo questão de opinião.





Também fico injuriada com as roupas e sapatos. Já li várias reportagens sobre moda inclusiva e ainda estamos no início do caminho. Mesmo que tenha vontade de comprá-la, muitas vezes, acabo desistindo de levar determinada peça por falta de praticidade na hora de vesti-la, por causa do tecido, por ter botões difíceis de abrir... Determinadas roupas, como, por exemplo, alguns coletes que estão na moda, acabam se agarrando nas rodas da cadeira quando andamos. É meio caminho andado para um acidente! Ainda existem pessoas que pensam que cadeirante precisa andar mal arrumado. Muitas pessoas se espantam quando me vêem toda ‘perua’ na cadeira de rodas. Nada contra quem usa, mas eu não gosto de moleton. Usei muito quando era criança. Agora, só pra dormir, sozinha e nas noites de muito frio!! Alguns amigos me chamam de patricinha. Não ligo para rótulos, nem para roupas de marca... Mas gosto de me arrumar e me sentir bem com a roupa que uso. Uma amiga do trabalho me disse que se tornou mais vaidosa quando me conheceu. Ela me disse que, quando me viu de vestido, exibindo as pernas finas sequeladas da pólio, parou de sentir vergonha de si mesma e de se preocupar com as opiniões alheias. Tratou logo de tirar os vestidos do armário e colocar as pernas e o colo à mostra.





Sempre tive um pé pequeno. Até pouco tempo, era uma luta encontrar sapatos com numeração pequena que não fossem da Barbie!! Felizmente, as crianças de hoje crescem muito rápido e possuem pés maiores. Vira e mexe, alguém ri quando conto que costumo comprar sapatos na sessão infantil das lojas.





Ainda são poucas as revistas voltadas ao público com deficiência. Mas são de grande valia. Sempre trazem conhecimentos novos e experiências bacanas. Sei que, no momento, estou pedindo muito, mas espero ver, ainda, mais matérias voltadas para pessoas com deficiência em revistas ‘normais’. Para as revistas femininas, deixo aqui a minha dica: independente da idade, da raça, da deficiência, do credo, mulher é sempre mulher!! A embalagem pode ser diferente, mas a essência é sempre a mesma. Compartilhamos dos mesmos sonhos, medos, chiliques e amores.

http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=30592

Aprovado valor limite para carro adaptado


Correio do Estado


22/11/2010
Projeto aprovado pela Câmara dos Deputados propõe ainda que as montadoras concedam aos veículos adaptados as mesmas garantias dos veículos convencionais
da Redação


O valor dos veículos adaptados para portadores de deficiência não poderá ultrapassar mais de 10% do valor de um veículo convencional equivalente. A proposta foi aprovada na última semana pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados.


O projeto aprovado (PL 2190/07) é um substitutivo do deputado Dr. Ubiali (PSB-SP) ao texto original, do deputado Márcio França (PSB-SP). Pela proposta, as montadoras devem conceder aos veículos adaptados as mesmas garantias oferecidas aos veículos convencionais.


A medida ainda será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa.


Obrigatoriedades


O projeto de lei ainda estabelece outras obrigatoriedades às montadoras, como a de produzir, no mínimo, três veículos adaptados a pessoas com deficiências a cada mil veículos fabricados, de cada modelo ofertado.


Todas as obrigações previstas na proposta valem tanto para as montadoras como para as importadoras de veículos ou empresas especializadas na instalação de kits de adaptação.


Para Ubiali, a medida tem a intenção de garantir a disponibilidade de veículos adaptados às pessoas que podem e querem comprar carros novos. Ele ainda lembra de outros incentivos para que os portadores de deficiências possam adquirir um veículo, como a isenção de IPI (Imposto de Produtos Industrialiados) a que tem direito esse tipo de veículo.


A medida tramita em caráter conclusivo, ou seja, não precisa ser votado em Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-la.
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