terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mostra de Artes do CAPD é aberta em Volta Redonda

Diário do Vale


Volta Redonda, 05/08/2010

Exposição, que conta com 145 peças de artesanato, poderá ser vista até o dia 22 de agosto

Da redação

A V Mostra de Artes dos alunos do Centro de Atendimento à Pessoas com Deficiência (CAPD) será aberta hoje (5), às 20h, no Espaço das Artes Zélia Arbex, na Vila Santa Cecília. A exposição, que conta com 145 peças de artesanato, poderá ser vista até o dia 22 de agosto, das 10h às 19h.

O Centro de Atendimento à Pessoas com Deficiência, da Secretaria Municipal de Ação Comunitária (Smac), tem como objetivo resgatar a cidadania, promover a acessibilidade e a inclusão social das pessoas com deficiência.

Segundo o secretário de Ação Comunitária, Munir Francisco, o centro visa ainda garantir os direitos constitucionais e priorizar o processo de habilitação e reabilitação dos alunos, através de ações que retirem os deficientes da situação de risco e/ou vulnerabilidade econômica ou social.

O CAPD, além dos inúmeros serviços que presta, possui três projetos que atendem atualmente cerca de 260 alunos por mês. O Espaço de Convivência para Pessoa com Deficiência, que desenvolve atividades lúdico-recreativas objetivando a socialização e a promoção de sua autonomia e independência, através de oficinas sócio-educativas.

"O Centro de Informática Educativa, um outro projeto, visa a inclusão digital da pessoa com deficiência e o aprimoramento das relações estabelecidas em grupo, utilizando a informática como ferramenta", explicou o secretário.

As Oficinas Abrigadas de Trabalho (OAT) priorizam o resgate da capacidade produtiva da pessoa com deficiência, através de oficinas sócio-educativas, buscando a socialização e a possível inserção no mercado de trabalho.

Além das atividades realizadas nos projetos, os usuários também participam de atendimentos de educação física e musicalização, que têm o objetivo de desenvolver as relações sociais.


São Paulo será sede da 2ª Paraolimpíadas Escolares

Estadão


São Paulo, 05/08/2010

A expectativa é que cerca de 1.500 estudantes das redes particular e pública de 22 Estados e do Distrito Federal participem das atividades esportivas.

Julia Baptista

A capital paulista será a sede da segunda edição das Paraolimpíadas Escolares, que acontecerá entre 6 e 11 de setembro deste ano. O termo de cooperação para a realização do evento foi assinado hoje pelo prefeito Gilberto Kassab, o governador Alberto Goldman e o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.

O campeonato esportivo reúne atletas de 12 a 19 anos em competições de dez modalidades. As Paraolimpíadas Escolares ocorrerão no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, no Clube Esperia e no Anhembi. A expectativa é que cerca de 1.500 estudantes das redes particular e pública de 22 Estados e do Distrito Federal participem das atividades esportivas. Os Estados de Goiás e Rio Grande do Sul estreiam na competição.

"Esperamos que esta Paraolimpíada seja referência para inúmeras outras competições e ações integradas voltadas para as pessoas com deficiência em outras cidades e em outros Estados", afirmou Kassab. Os atletas contarão com o transporte do Programa Atende, da Secretaria Municipal de Transportes, e com atividades de lazer. O governo estadual investirá R$ 500 mil no evento.

O Estado de São Paulo será representado por 129 atletas selecionados pelas secretarias estaduais de Direitos da Pessoa com Deficiência, da Educação e dos Esportes. A delegação paulista foi campeã das paraolimpíadas escolares de 2009, quando competiu com 97 atletas nas modalidades atletismo, bocha, futebol de 7 para paralisados cerebrais, judô, natação e tênis de mesa.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Total de Atendimentos do Mês Julho de 2010 - Planeta Vida

Atendimentos e Procedimentos                                                       TOTAL


AMBULÂNCIA PLANETA VIDA                                                                            0

AULAS DE YOGA                                                                                                   148

CONSULTAS DO PASSE LIVRE                                                                           151

CURSO “CUIDADOR DE IDOSO”                                                                          36

CURSO DE LIBRAS                                                                                                 33
                      
DENÚNCIA MAUS-TRATOS                                                                                119

DOAÇÃO ( ABBR )                                                                                                 57

ENFERMAGEM                                                                                                     651

ENTREGA DAS CART. PASSE LIVRE                                                                141

EXAMES DE AUDIOMETRIA                                                                              202

FISIOTERAPIA                                                                                                    2283

FISIOTERAPIA DOMICILIAR                                                                              02

FONOAUDIOLOGIA                                                                                           556

FRALDA GERIÁTRICA                                                                                         0

GINÁSTICA ARTÍSTICA                                                                                    723

HIDROGINÁSTICA                                                                                              0

HIDROTERAPIA                                                                                                 202

INCLUSÃO DIGITAL                                                                                         211

MÉDICO GERIÀTRA                                                                                          113

MUSCULAÇÃO                                                                                                1415

NUTRICIONISTA                                                                                                0

ODONTOLOGIA                                                                                              1128

PSICOLOGIA                                                                                                    432

SALA GINÁSTICA                                                                                           389

SESSÕES DE ACUPUNTURA                                                                          78

TRANS. P/ FISIOTERAPIA                                                                               97

TOTAL GERAL >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>   9167

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Aniversário Planeta Vida - 26 de Abril de 2010.

1 Ano de Planeta Vida


























Evento na sede da Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo marcou também o encerramento do 3º Programa de Sensibilização Social

Da redação

A sede da Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo foi o local escolhido para o evento de encerramento do 3º Programa de Sensibilização Social, que ocorreu às vésperas do 19º aniversário da Lei de Cotas, em 23 de julho.

O Superintendente Regional do Trabalho, José Roberto de Melo, lembrou que as empresas embutem nos custos de seus produtos tudo aquilo que são obrigadas a cumprir perante a sociedade, incluindo obrigações legais como a inclusão de pessoas com deficiência. “Quem paga a conta quando uma empresa respeita a lei? A sociedade. O papel da empresa no contexto da inclusão é uma exigência nossa porque nós pagamos. Então vamos exigir isso”, defendeu.

Na seqüência, o coordenador do Espaço da Cidadania, Carlos Aparício Clemente, lembrou que o não cumprimento dessa exigência deixa de “colocar nos bolsos das pessoas com deficiências R$ 15,6 bilhões ao ano”, em referencia aos recursos que deveriam ser pagos a esses trabalhadores, caso a Lei de Cotas fosse plenamente cumprida.

O evento também teve a presença do Secretário Adjunto de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Antonio Pellegrini, que informou que as ações da Secretaria “se constituem num sistema integrado de elementos para a construção de uma sociedade inclusiva baseada na diversidade e na pluralidade de idéias. O objetivo central é a efetivação e garantia do exercício da cidadania da pessoa com deficiência, assegurando-lhes vida digna em uma sociedade mais justa. Para tanto a Secretaria conta com um corpo de gestores altamente qualificados, com larga experiência e militância na área da deficiência, a partir da qual buscam encontrar respostas, por meio de ações concretas, que atendam a demanda desta população”, explicou.

Marco Antonio também informou que está em andamento a implantação de um Centro de Excelência em Tecnologia e Inovação em Benefício da Pessoa com Deficiência, a ser implantado no Parque Tecnológico do Jaguaré, na capital. O centro visa o desenvolvimento de tecnologias que materializem a inclusão plena e com qualidade das pessoas com deficiência na sociedade, garantindo o acesso a todos os produtos e serviços, viabilizando a interação das pessoas na escola e no trabalho.

Após os alertas, foi o momento de participantes de cada uma das 12 visitas realizadas na segunda etapa do Programa contarem um pouco do que viram e do que aprenderam

O encontro foi arrematado com a divulgação das estatísticas da Superintendência Regional do Trabalho, apresentadas pelo coordenador do Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência, José Carlos do Carmo. Até 30 de junho de 2010, haviam 221.068 vagas garantidas pela Lei de Cotas em matrizes de empresas sob a jurisdição da Superintendência, sendo que 48,54% delas estavam preenchidas.

Ao todo, 11.951 empresas devem cumprir a lei no Estado de São Paulo. Até 30 de junho, 44,1% delas haviam sido fiscalizadas e, destas, 59% estavam em situação regular.

As estatísticas da Superintendência também demonstram a preferência por certos tipos de deficiência, também apontadas por meio dos dados da Rais. Até 30 de junho de 2010, dentre as vagas preenchidas no Estado de São Paulo, 46,3% eram ocupadas por pessoas com deficiência física, 32,3% com deficiência auditiva, 8,3% eram reabilitados, 6,3% tinham deficiência intelectual, 4,8% tinham deficiência visual e 1,5% tinham deficiência múltipla (sobre os 0,5% restantes, a Superintendência não tem informação).

Os números revelam os desafios a serem enfrentados pelo movimento pela inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Por outro lado, mostra a evolução conquistada pela mobilização social desse mesmo movimento, que não é feito somente de órgãos públicos, como a Superintendência Regional do Trabalho, nem de entidades especializadas, mas de um misto de agentes sociais e, fundamentalmente, de pessoas com deficiência, que dão o substrato e o norte necessário para que as ações caminhem de forma frutífera e os resultados apareçam de forma quantitativa e qualitativamente, como fica demonstrado nos resultados da Superintendência nas experiências de inclusão vivências durante o Programa de Sensibilização.



http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29523

Espaço da Cidadania

São Paulo, 28/07/2010

Pessoas mais educadas sofrem menos com o Mal de Alzheimer

Hype Science

28/07/2010

Pessoas com mais escolaridade são mais capazes de lidar com os efeitos do Mal de Alzheimer

Segundo cientistas britânicos e finlandeses, pessoas com mais anos “de escola” podem ser mais resistentes aos efeitos do Mal de Alzheimer e até mesmo um ano a mais de educação pode significar uma grande redução de riscos de desenvolver a doença.

Os pesquisadores descobriram que quando as pessoas possuem nível universitário de educação, elas são menos afetadas pelas mudanças no cérebro ou pelas patologias relacionadas à doença do que aquelas que largam a escola antes ou logo depois da formatura do ensino médio.

Segundo Hanna Keage, uma das pesquisadoras envolvidas no estudo, da Universidade de Cambridge, não é que o cérebro seja diferente, mas as pessoas com mais tempo de educação sabem conviver melhor com a doença.

Keage declara que isso pode ocorrer por causa da força psicológica, que permite que pessoas com mais educação resolvam com mais facilidade os problemas causados pelo Alzheimer. Eles também descobriram que um ano extra de educação reduz os riscos de Alzheimer em 11%.

O Alzheimer é uma doença na qual o paciente vai, gradualmente, perdendo a memória, a habilidade de entender o mundo e de ser responsável por suas próprias atitudes. Apesar de ser pesquisada durante décadas, médicos ainda tem poucas armas para prevenir a doença.

http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29542

O idioma do silêncio

29/07/2010


Os quase 6 milhões de deficientes auditivos do País reivindicam a difusão da Língua Brasileira de Sinais para facilitar a comunicação e a convivência em sociedade

Gisele Brito

No último Fashion Rio, uma modelo chamou atenção porque, além de ser linda, é surda. Brenda Costa, de 27 anos, nasceu sem audição. Aos 17, tornou-se modelo internacional. Desde criança ela tem o acompanhamento de fonoaudiólogos e por isso consegue falar, ainda que com dificuldade. Há 4 anos passou por um procedimento cirúrgico que possibilitou que escutasse alguns sons. Assim como Brenda, quase 6 milhões de pessoas no Brasil são surdas, segundo dados do IBGE.

O grupo tem o segundo maior índice de empregabilidade entre todas as chamadas deficiências - segundo o ministério do Trabalho, em 2008 havia 79,6 mil trabalhadores com carteira assinada - e possui a maior média salarial, de R$ 2.162. "O surdo não tem uma deficiência, só tem uma língua diferente", diz Neivaldo Zovico, coordenador da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), que nasceu surdo. Ele explica que existe diferença entre quem perdeu a audição em um determinado momento da vida e aquele que já nasceu sem audição. "O deficiente auditivo pensa como ouvinte, o surdo pensa diferente".

A surdez dificulta e às vezes impossibilita a comunicação na língua falada fluentemente na sociedade em que o surdo vive, e essa acaba sendo sua maior dificuldade de inserção social. Por isso, o acesso a escolas que ensinem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a difusão dela por toda a sociedade é a principal reivindicação de quem não possui audição. "É a língua que te constrói. O surdo sempre consegue uma forma de se comunicar, mas é fundamental que ele se torne um usuário da língua de sinais", explica Jarbas Batista de Oliveira, diretor da Escola Especial de Educação Básica da Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação, instituição ligada à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Apesar de conseguir emprego com mais facilidade, os surdos são os mais demitidos. Os empregadores se interessam por não precisar fazer adaptações no espaço físico do ambiente de trabalho, mas logo percebem que contrataram alguém que não fala a mesma língua que eles. Para contornar essa situação, acaba de ser lançado País o primeiro dicionário que reúne Inglês, Português e Libras. "Quem aprende um idioma, aprende uma forma nova de enxergar a realidade", diz Fernando Capovilla, um dos autores.

O catarinense Alexandre Cardoso, de 21 anos, foi incentivado a falar desde pequeno e se alfabetizou em Português. Mas seu desenvolvimento pleno só aconteceu quando aprendeu a língua dos sinais. Atualmente cursa Direito e Letras com habilitação em Libras. Ele conta que, apesar de fazer leitura labial, a comunicação com os ouvintes sempre foi complicada e que quando estava com mais de uma pessoa era quase impossível acompanhar a conversa antes de aprender Libras. Nas duas faculdades, Cardoso conta com intérprete que traduz a aula para a língua de sinais. A figura do intérprete de Libras, aliás, é muito importante para a inclusão do surdo na sociedade. A presença dele em hospitais, por exemplo, é fundamental, apesar de rara. A lei brasileira exige a presença do intérprete em locais públicos, mas isso não é respeitado. "Existem diversos relatos de surdos que ingerem remédios de maneira errada porque não conseguem se comunicar com o médico", alerta Zovico.

Folha Universal